Se você é uma gordinha que na hora H fica com vergonha por causa daqueles pneuzinhos ou quilinhos a mais pode "desencanar" e ter a concientização de que é a única a se preocupar com isso! Aliás, se essa é a sua preocupação, fique atenta pois esse pensamento sim atrapalha o desempenho sexual.
Lembre-se sempre de que sua maior inimiga na cama pode ser você mesma com seus tabus e preconceitos. As mulheres infelizmente se preocupam com os padrões de beleza que muitas vezes pra elas são completamente diferentes que pra eles.
Mulheres, lembre-se que homem só se preocupa com o desempenho na cama, que pra eles se somos gordinhas ou não o que importa é o prazer que oferecemos na famosa hora H. A nossa timidez e inibição impede de proporcioná-los aquele verdadeiro orgasmo.
Por isso o que vale é você não ter vergonha de seus pneuzinhos.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Ajuda Mútua.
Quando pensei em criar esse blog foi com a intenção de passar a todos tudo aquilo que sentia antes e que sinto hoje como uma ex obesa mórbida, uma gastroplastizadas, seus pós e seus contra, mas as vezes fica dificil, uma virgula colocada em uma frase pode ser um super problema, já que sou perseguida por pessoas que não conseguem admitir o sucesso da minha felicidade, eu não me importo, pq sou quem sou e já mais mudarei e pra ser bem sincera gosto da maneira que sou, mas por outro lado isso pode trazer algum problema para quem convive comigo, nossa felicidade encomoda e muito. sendo assim não deixe que o foco desse site se apaguei, me ajude a ajudar que não Conheça a gastroplastia, se vc quiser enviar seu depoimento envie para:aurea.bekman@gmail.com se preferir seu nome poderá ser preservado.
Tenho certeza que vcs têm muito que ajudar.
Beijos no coração de todos!!
DIGA NÃO A OBESIDADE!!
Tenho certeza que vcs têm muito que ajudar.
Beijos no coração de todos!!
DIGA NÃO A OBESIDADE!!
terça-feira, 4 de maio de 2010
As diferenças !!
Como é do conhecimento de todos, sou uma pessoa completamente ativista em relação a gastroplastia e luto para que seja obrigatório a cirurgia pelo SUS, não só no papel como é e sim funcionando como tem que ser.
Sou operada a 4 anos e não cheguei ao peso ideal e vcs devem estar se perguntando, como alguém pode ser ativista de uma situação se ela não é o exemplo vivo dessa mudança? Ai que entra a grande polêmica, todos somos diferentes e talvéz quem tinha o peso que eu tinha e ter o peso que tenho hoje seja pra mim uma grande vitória, isso não quer dizer que seja o ideal.
Saí até do orkut, só assim não preciso ficar batendo boca com pessoas que acham que são donos da verdade, não pq não queiram o nosso bem, mas sim não sabem lidar de maneira civilizada com o assunto.
Toda participação eficaz de um grupo depende da forma de como os membros do grupo convivem com as diferenças interpessoais.
E como funciona essa diferença? Mais do que a diferença na aparência física, consiste em saber lidar com pessoas diferentes na forma de pensar, sentir e agir.
Você já parou para pensar em como é a forma que você se relaciona com as pessoas ao seu redor? O que você espera delas? O que essas pessoas esperam de você? O que você espera de si mesmo?
Muitas vezes esperamos tanto dos outros que freqüentemente nos sentimos frustrados qd não procedem da forma que gostaríamos. Isso ocorre porque nos relacionamos com as pessoas partindo de nossas próprias referências pessoais. Então, por exemplo, se penso que tomar uma cervejinha me da uma satisfação, isso não quer dizer que vc tenha que pensar da mesma forma. Só que nem sempre isso acontece, o que me revolta e afeta minha relação com algumas pessoas é por acharem que tenho que ser como elas são. Mas, será que o outro é obrigado a atender às minhas expectativas? Quem me garante que isto ocorrerá sempre? A base para começarmos a lidar com outras pessoas de forma eficaz é nos conscientizarmos que:
AS PESSOAS SÃO DIFERENTES SIM.
Cada pessoa é um ser único no mundo, com uma história de vida própria somente por ela experimentada. Você já parou para pensar que ninguém pode sentir o que você sente, da forma como voce sente ? A sua alegria é só sua, a sua dor e tristezas são só suas. A forma como você enfrenta uma perda, por exemplo, é diferente da forma de outra pessoa. Nós somos seres singulares neste mundo, nem os gêmeos pensam e sentem de forma igual. Muitas de nossas dificuldades nas relações são justamente porque esperamos que o outro aja conforme nós agimos. Quando encontramos alguém parecido conosco, que alegria! Esse encontro nos traz satisfação e reconhecimento. É ótimo nos relacionarmos com uma pessoa que pensa de forma semelhante à nossa. Mas, quando o contrário acontece, que desastre! Entramos em conflito. Como vamos "corrigir" esta outra pessoa? Como vamos conviver com ela?
Se realmente você entende que o outro é diferente de você, esse conflito será tratado nas suas devidas proporções. Então, as atitudes dos outros não terão o peso de serem da forma como você espera. Por exemplo eu não gosto de comemorar meu aniversário com festas, mas adoro realizar festas de aniversários para meus familiares e não permito que não se comemore por mais incrivel que isso possa parecer.
Antes de compreendermos e aceitarmos a diferença do outro, devemos compreender e aceitar a nossa própria diferença. Devemos também não nos culpar por não sermos como o outro quer que sejamos. Devemos reconhecer que podemos errar, que somos limitados e que não atenderemos sempre ás expectativas dos outros. Assim, começamos a perceber que não é difícil conviver com o diferente, mas e difícil pararmos de agir com o outro como se esse outro fosse nossa extensão ou como se fosse nós mesmos.
Por isso a GASTROPLASTIA tem um resultado diferente para cada um de nós, o importante é vc aceitar que mesmo com as diferenças felicidade existe, mesmo que não tenhamos alcançado a meta!!
Depois de tantas dificuldades com a obesidade ainda temos que ficar preocupados com o que o outro pensa da gente em relação a gastroplastia?
Aceite as diferenças e viva em harmonia!!
DIGA NÃO A OBESIDADE!!
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Quem é indicado a cirurgia?
Primeiro, é fundamental saber para quem o procedimento será realmente benéfico. A indicação é clara: pessoas com obesidade mórbida (IMC acima de 40 kg/m2) ou com IMC entre 35 e 40 e doenças associadas à obesidade. Os candidatos à paciente também devem ser obesos há, no mínimo, cinco anos e terem passado por outros tratamentos clínicos sem sucesso, resume o gastroenterologista Thomas Szegö, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein e Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.
O médico nutrólogo Fernando Chueire, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), reforça, porém, que nem todos os obesos que se encaixam nesse perfil estão aptos a realizá-la. A idade também pesa na hora da decisão. De 18 a 50 anos é a faixa ideal para se submeter à redução do estômago. Entretanto, pacientes entre 16 e 18 anos podem ser operados em situações especiais, quando a obesidade ou as alterações orgânicas associadas a ela estiverem ameaçando a saúde do adolescente — e após acordo do médico com a família. Acima de 50 anos, cada caso deve ser avaliado individualmente e encarado como uma exceção. Nesta idade, há condições clínicas que podem tornar a cirurgia mais arriscada do que a própria obesidade do paciente.
Vontade x Necessidade
O processo de escolha é altamente rigoroso e inclui desde avaliação psicológica(normalmente os especialistas recomendam duas sessões semanais de psicoterapia dois meses antes da operação) até a redução de peso. Isso mesmo: redução antes da redução.
Seria o certo, mas nem sempre é assim.
Os candidatos devem passar por uma preparação que inclui a eliminação de 10% do peso máximo que o paciente já apresentou em toda a sua vida. Este emagrecimento antes da cirurgia tem o objetivo de facilitar tecnicamente o procedimento cirúrgico e evitar as possíveis complicações durante e após a operação.
Segundo o Departamento de Cirurgia Bariátrica da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (ABESO), um dos recursos para essa redução urgente de peso é a técnica do balão intragástrico. Feito de silicone, ele é colocado vazio por meio de endoscopia no interior do estômago e então é preenchido com uma solução líquida (soro fisiológico + corante azul).
O recurso é temporário, pode permanecer no organismo por no máximo seis meses, e tem a função de, neste tempo, causar a sensação de saciedade e diminuir o volume de comida ingerida. O balão consegue uma perda de 10 kg a 15 kg.
Outro passo importante antes, para reduzir permanentemente o estômago, é a realização de uma série de exames, entre eles os laboratoriais (glicemia, colesterol, triglicéride, pressão arterial, dosagem de vitaminas), a ultrassonografia abdominal e pélvica e a endoscopia digestiva.
Informações precisas sobre o estado de saúde do paciente são fundamentais para que a operação seja um grande sucesso. Só depois dos resultados e da correção de qualquer anormalidade que possam atrapalhar o procedimento cirúrgico (ou seja, altos níveis de açúcar, triglicéride e colesterol no sangue ou a presença de anemia, diabetes, insuficiência renal e pedras na vesícula), é finalmente tomada a decisão.
A OPERAÇÃO NÃO É UMA VARINHA DE CONDÃO, NÃO FAZ MILAGRE. MUITO DO RESULTADO DEPENDE DE VOCÊ. TEM QUE FAZER ACOMPANHAMENTO MÉDICO, NUTRICIONAL, PSICOLÓGICO, TER MUITA CORAGEM E DISCIPLINA.
O médico nutrólogo Fernando Chueire, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), reforça, porém, que nem todos os obesos que se encaixam nesse perfil estão aptos a realizá-la. A idade também pesa na hora da decisão. De 18 a 50 anos é a faixa ideal para se submeter à redução do estômago. Entretanto, pacientes entre 16 e 18 anos podem ser operados em situações especiais, quando a obesidade ou as alterações orgânicas associadas a ela estiverem ameaçando a saúde do adolescente — e após acordo do médico com a família. Acima de 50 anos, cada caso deve ser avaliado individualmente e encarado como uma exceção. Nesta idade, há condições clínicas que podem tornar a cirurgia mais arriscada do que a própria obesidade do paciente.
Vontade x Necessidade
O processo de escolha é altamente rigoroso e inclui desde avaliação psicológica(normalmente os especialistas recomendam duas sessões semanais de psicoterapia dois meses antes da operação) até a redução de peso. Isso mesmo: redução antes da redução.
Seria o certo, mas nem sempre é assim.
Os candidatos devem passar por uma preparação que inclui a eliminação de 10% do peso máximo que o paciente já apresentou em toda a sua vida. Este emagrecimento antes da cirurgia tem o objetivo de facilitar tecnicamente o procedimento cirúrgico e evitar as possíveis complicações durante e após a operação.
Segundo o Departamento de Cirurgia Bariátrica da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (ABESO), um dos recursos para essa redução urgente de peso é a técnica do balão intragástrico. Feito de silicone, ele é colocado vazio por meio de endoscopia no interior do estômago e então é preenchido com uma solução líquida (soro fisiológico + corante azul).
O recurso é temporário, pode permanecer no organismo por no máximo seis meses, e tem a função de, neste tempo, causar a sensação de saciedade e diminuir o volume de comida ingerida. O balão consegue uma perda de 10 kg a 15 kg.
Outro passo importante antes, para reduzir permanentemente o estômago, é a realização de uma série de exames, entre eles os laboratoriais (glicemia, colesterol, triglicéride, pressão arterial, dosagem de vitaminas), a ultrassonografia abdominal e pélvica e a endoscopia digestiva.
Informações precisas sobre o estado de saúde do paciente são fundamentais para que a operação seja um grande sucesso. Só depois dos resultados e da correção de qualquer anormalidade que possam atrapalhar o procedimento cirúrgico (ou seja, altos níveis de açúcar, triglicéride e colesterol no sangue ou a presença de anemia, diabetes, insuficiência renal e pedras na vesícula), é finalmente tomada a decisão.
A OPERAÇÃO NÃO É UMA VARINHA DE CONDÃO, NÃO FAZ MILAGRE. MUITO DO RESULTADO DEPENDE DE VOCÊ. TEM QUE FAZER ACOMPANHAMENTO MÉDICO, NUTRICIONAL, PSICOLÓGICO, TER MUITA CORAGEM E DISCIPLINA.
Gravidez pós cirurgia bariátrica.
Mulheres submetidas à cirurgia bariátrica:
O aumento da fertilidade pós-operatória, a suplementação nutricional, segurança da gravidez após cirurgia bariátrica e efeito da gravidez sobre a perda de peso pós-operatória. As mulheres em idade reprodutiva correspondem a quase 50% dos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. As cirurgias disabsortivas, restritivas ou tipo diversão pancreática podem levar a deficiências de ferro, cálcio, tiamina e a má absorção de gorduras, vitaminas lipossolúveis e vitamina B12.
Devido a essas deficiências, em teoria, tanto a mãe como o feto estão sujeitos a doenças como parto prematuro, baixo peso do feto ao nascer, osteomalacia materna, retardo mental do feto e defeitos do tubo neural. As mães submetidas a cirurgia de Capella podem apresentar obstrução intestinal devido à compressão intestinal causada pelo útero em crescimento. Foram descritos na literatura nove casos de morte por obstrução intestinal por esta causa. Sheiner et al. estudaram 298 partos em pacientes anteriormente submetidas à cirurgia bariátrica em Israel, não sendo descritas má formação ou qualquer outra anormalidade nessas crianças ao nascimento. Outros estudiosos recomendam que a gravidez ocorra pelo menos um ano após a cirurgia, pois esse é o período de maior perda de peso e, portanto, a gravidez pode ser prejudicial à mãe e ao feto.
Em conclusão, sugerem-se as seguintes recomendações a mulheres em idade reprodutiva submetidas à cirurgia bariátrica:
a) promover algum método contraceptivo nos primeiros 12 a 18 meses após a cirurgia;
b) acompanhamento nutricional e suplementação vitamínica no pós-operatório;
c) suplementação vitamínica diária durante a gravidez, além da suplementação de ferro, cálcio e proteínas (60 g diárias);
d) ficar atento ao risco de obstrução intestinal na mãe durante a gestação, sendo que a tomografia pode ser útil no diagnóstico;
e) acompanhar rigorosamente as alterações do peso da paciente tanto durante a gravidez como no pós-parto;
f) esclarecer os obstetras sobre o alto risco da gravidez nessas pacientes submetidas à cirurgia bariátrica.
CONSULTE SEU CIRURGIÃO E TENHA MAIS INFORMAÇÕES!!
O aumento da fertilidade pós-operatória, a suplementação nutricional, segurança da gravidez após cirurgia bariátrica e efeito da gravidez sobre a perda de peso pós-operatória. As mulheres em idade reprodutiva correspondem a quase 50% dos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. As cirurgias disabsortivas, restritivas ou tipo diversão pancreática podem levar a deficiências de ferro, cálcio, tiamina e a má absorção de gorduras, vitaminas lipossolúveis e vitamina B12.
Devido a essas deficiências, em teoria, tanto a mãe como o feto estão sujeitos a doenças como parto prematuro, baixo peso do feto ao nascer, osteomalacia materna, retardo mental do feto e defeitos do tubo neural. As mães submetidas a cirurgia de Capella podem apresentar obstrução intestinal devido à compressão intestinal causada pelo útero em crescimento. Foram descritos na literatura nove casos de morte por obstrução intestinal por esta causa. Sheiner et al. estudaram 298 partos em pacientes anteriormente submetidas à cirurgia bariátrica em Israel, não sendo descritas má formação ou qualquer outra anormalidade nessas crianças ao nascimento. Outros estudiosos recomendam que a gravidez ocorra pelo menos um ano após a cirurgia, pois esse é o período de maior perda de peso e, portanto, a gravidez pode ser prejudicial à mãe e ao feto.
Em conclusão, sugerem-se as seguintes recomendações a mulheres em idade reprodutiva submetidas à cirurgia bariátrica:
a) promover algum método contraceptivo nos primeiros 12 a 18 meses após a cirurgia;
b) acompanhamento nutricional e suplementação vitamínica no pós-operatório;
c) suplementação vitamínica diária durante a gravidez, além da suplementação de ferro, cálcio e proteínas (60 g diárias);
d) ficar atento ao risco de obstrução intestinal na mãe durante a gestação, sendo que a tomografia pode ser útil no diagnóstico;
e) acompanhar rigorosamente as alterações do peso da paciente tanto durante a gravidez como no pós-parto;
f) esclarecer os obstetras sobre o alto risco da gravidez nessas pacientes submetidas à cirurgia bariátrica.
CONSULTE SEU CIRURGIÃO E TENHA MAIS INFORMAÇÕES!!
Emagrecimento

"Eu venci!"
Depois de anos convivendo com a obesidade, Soraia Duduss Alarcon, 31 anos, colocou um ponto final no vaivém da balança. Eliminou 52 kg através da cirurgia de redução de estômago e passou a escrever uma nova história: a de sucesso!
por Shirley Santos fotos: Caio Mello
A "Saquinho de ossos". Era assim que Soraia costumava ouvir sua mãe chamá-la. A preocupação com a então menina que tinha dificuldade de engordar (isso mesmo, engordar!), era tanta, que desde cedo começou a tomar vitaminas do complexo B e outros fortificantes para "abrir" o apetite. "Em casa, as refeições eram sempre saudáveis, mas depois eu me rendia às caixas de bombons", relembra. Até então, nem os doces eram capazes de "ameaçar" sua boa forma. Mas aos 15 anos... "Com a revolução dos hormônios na adolescência, todo o esforço para adquirir peso veio à tona e engordei 19 kg em quatro meses", relembra.
O susto foi grande. A solução encontrada? "Comecei a caminhar três horas, diariamente, no parque da cidade. Além disso, incorporei ao meu cardápio o suco de laranja. No entanto, não era simplesmente para acompanhar as refeições. Era o dia inteiro! A bebida substituía o meu café da manhã, o almoço, o lanche e o jantar. Não tinha a mínima noção do risco que tal conduta representava à minha saúde", confessa.
A partir desse momento, ela passou a conhecer os percalços de uma dieta descontrolada, na qual todas as tentativas para afinar acabavam sempre em frustração. E quem não conhece o martírio do efeito sanfona? Pois Soraia o vivenciou. "Por vários anos vi o ponteiro da balança alternar, sem conseguir me desvencilhar da comilança. Tentava, inutilmente, emagrecer com regimes que só surtiam efeito por algum tempo. Um desastre!"
A situação tornou-se ainda mais delicada quando, anos mais tarde, ela teve que deixar a casa dos pais para cursar a faculdade de Direito. "Morando sozinha foi ainda mais complicado conter a compulsão alimentar. A necessidade de ser prática, em razão da falta de tempo para preparar as refeições, fez com que eu extrapolasse e colocasse todas as guloseimas existentes na geladeira", conta.
" É preciso ter coragem para reescrever a sua história. Foi assim que eu consegui vencer a obesidade"
Lá vai o ponteiro... Saborear, sem limites, todas as doces delícias teve um preço amargo. "Estava insatisfeita com a minha imagem. Meu jeans 'insistia' em não servir e, vez ou outra, ainda tinha que ouvir a famosa frase 'você precisa perder uns quilos hein?!'. Sentia-me desanimada. Era um verdadeiro drama!", revela.
O sobrepeso, no entanto, não impediu o curso natural da sua vida. Concluiu a faculdade e, aos 23 anos, se casou. Na ocasião, ela pesou exatos 88 kg. "Além destes, mais 31 se somaram. Cheguei aos 119 kg na primeira gravidez. Um absurdo! Na fase da gestação engordava até 'com ar'. Um desespero para mim e os médicos que me assistiam." O saldo final? "Felizmente, tudo correu bem e consegui emagrecer 23 kg após esta gestação", conta.
Soraia só não contava que após o nascimento da primeira filha, os estratosféricos 119kg voltassem, fruto de uma segunda gravidez. "Na época, minha pequena tinha apenas 1 ano e meio. A consciência para não engordar nesta gestação era grande, mas o meu apetite foi bem maior. No auge da gula, cheguei a devorar um lanche de baguete, três brigadeirões e litros de refrigerante!", exclama.
O estímulo que faltava O desejo de colocar um ponto final nos três dígitos e na história do "engorda-emagrece- engorda", foi impulsionado com um exemplo bem próximo. "Em 2006 minha irmã que pesava 135 quilos submeteu-se à gastroplastia. Um procedimento que eu, a princípio, criticava. Como a acompanhei no processo de recuperação, percebi que o 'sacrifício' dessa cirurgia consistia em controlar as porções ingeridas, sem exageros. O fato é que ela ficou fantástica. Linda de viver e, o que é melhor, comia muito bem. Vêla, alimentando-se como uma pessoa magra, me fez pensar...'é isso que eu quero'".
Soraia resolveu, então, procurar o médico da irmã. "Nesta primeira consulta compreendi que a dificuldade em emagrecer não estava ligada à minha falta de determinação. Soube que o organismo de uma pessoa obesa tem uma dificuldade natural para reduzir peso. Enfim, não era somente 'culpa minha'".
Decidida e munida do apoio da família, se submeteu à cirurgia. "Encarei todo o processo com bom humor. Até mesmo quando, semanas após a intervenção, tive que me conter perante a maravilhosa ceia de Natal e me contentar com uma singela garrafinha de gatorade", brinca.
Descuidar, nem pensar! Quando o assunto é bem-estar, Soraia fala sério. "Em julho deste ano, a cirurgia completa um ano e meio. Confesso que me sinto cada vez mais consciente dos cuidados que preciso ter com a manutenção do peso e, sobretudo, com a minha saúde. A cada três meses realizo exames preventivos, os quais, aliás, estão excelentes. Sou muito regrada com a alimentação. Reaprendi a me alimentar e não excedo em quantidade, gorduras e açúcares. Aliei ao meu dia-a-dia os exercícios físicos, que só me trazem benefícios", ensina.
A autoconfiança que adquiriu após a gastro é tanta, que às vezes fica até difícil "se segurar". "Tenho um orgulho imenso em mostrar, para quem quiser ver, as duas fotos que guardo na bolsa do 'antes' e 'depois' do emagrecimento", diz sorridente e conclui: "Minha vida ganhou novo fôlego! Sou uma pessoa mais feliz e completa".
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