terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Britânica cura apneia noturna após perder 80 quilos

Uma britânica que parou de respirar durante uma internação hospitalar conseguiu curar sua apneia noturna após perder mais de 80 quilos.

Diane McLean pesava quase 180 quilos quando recebeu o diagnóstico.

"Eu acordei com com um monte de coisas acontecendo ao meu redor, em uma unidade de tratamento intensivo", disse ela.

"Foi bem sério. Eu recebi alta, mas fui para casa com uma máquina de oxigênio que eu usava quando ia dormir."

O choque da experiência no hospital fez com que McLean decidisse perder peso. Em um ano, ela emagreceu mais de 80 quilos.

"Minha apneia do sono ficou completamente curada e eu não ronco mais...ou se ronco, não é muito alto nem por muito tempo", diz ela.

Onda de apneia noturna

Médicos na Escócia dizem que o número de pessoas com distúrbios de sono aumentou 25% nos últimos três anos e 80% dos pacientes estão acima do peso.

O problema também estaria acontecendo em outras partes da Grã-Bretanha.

Um estudo realizado pela Universidade de Wisconsin, em 2002, concluiu que a obesidade é o principal fator de risco para a apneia noturna e que 4% dos homens de meia idade e 2% das mulheres apresentam os sintomas.

A apneia noturna é uma condição ligada ao formato da garganta, que faz com que a pessoa pare de respirar durante o sono e acorde diversas vezes ao longo da noite.

O excesso de gordura em torno do pescoço pode causar o problema ou tornar seus sintomas mais graves.

Em alguns casos, motoristas sofrendo de apneia do sono causaram acidentes fatais após dormir ao volante.

"Estamos chegando ao limite de nossa capacidade para lidar com o problema e há uma ligação inegável com o peso dos pacientes", diz o especialista em distúrbios do sono Tom Mackay.

"Para um homem, se você tem um tamanho de colarinho acima de 44 centímetros, isso indica que há gordura demais em torno de seu pescoço."

Segundo o médico, já há mais novos casos de apneia noturna sendo diagnosticados do que de câncer de pulmão e enfizema combinados. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Perda da guarda de criança obesa acende polêmica nos EUA

O caso de um menino de 8 anos retirado da sua família por pesar mais de 90 quilos reacende o debate sobre a questão dos pais que perdem a guarda quando os filhos sofrem de obesidade severa.

O garoto foi retirado da família e colocado em um abrigo após agentes dizerem que a mãe não estava se empenhando de modo suficiente para fazê-lo perder peso. Com esse peso, o menino corre risco de desenvolver doenças como diabetes e pressão alta. Em média, meninos dessa idade pesam 27 quilos, segundo as curvas de crescimento oficiais.

Cerca de dois milhões de crianças nos Estados Unidos são consideradas extremamente obesas. Neste caso, o governo retirou o garoto do convívio familiar porque considerou que a inabilidade da mãe em fazê-lo emagrecer era uma forma de negligência médica.

Um juiz aprovou a remoção da custódia familiar. "Nós temos trabalhado muito com a família ao longo dos últimos 20 meses antes de chegarmos a este ponto", disseram os agentes, além de frisar que a decisão foi em nome do interesse da criança.

Para especialistas, não há uma resposta fácil quando se trata de determinar de quem é a culpa nesses casos. "Não são só os pais ou a criança. A obesidade é uma epidemia nos Estados Unidos. Como sociedade, somos responsáveis",diz Naim Alkhouri, que trabalha com crianças obesas no Cleveland Clinic Children's Hospital.


Não basta apenas encorajar algumas crianças a comer melhor e se exercitar, porque há também um grande componente psicológico, diz ele.

"Quando se trata do envolvimento de autoridades, não acho que temos diretrizes claras", continua. "Começar o debate é uma boa coisa. Nós precisamos de mais orientação sobre como reagir a essa questão."

Agentes foram alertados do peso do garoto no início do ano passado após sua mãe levá-lo a um hospital por problemas respiratórios. Ele foi diagnosticado com apneia do sono, que é caracterizada por pausas na respiração enquanto a pessoa dorme e pode estar relacionada ao excesso de peso.

Poucas vezes pais perderam a guarda de crianças obesas nos Estados Unidos e, na opinião de especialistas em artigo publicado no Journal of the American Medical Association em julho, colocar a criança temporariamente em um abrigo é, em alguns casos, mais ético do que fazer uma cirurgia de obesidade.

Especialistas do Children´s Hospital Boston dizem que o ponto não é culpar os pais, mas agir no interesse da criança e oferecer a ajuda que os pais não conseguem fornecer.

A mãe do garoto diz que tem se esforçado para ajudá-lo a perder peso. "Eles estão tentando sugerir que eu não amo meu filho", ela declarou a um jornal. A identidade dela não foi revelada.

Uma defensora pública disse que a perda da guarda pode ser contestada porque o garoto não está em perigo iminente.

RJ ganha primeiro tomógrafo para obesos

A rede pública de saúde do Rio de Janeiro ganhou um tomógrafo destinado a pessoas com até 320 quilos. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Rio, é o primeiro tomógrafo do país, tanto na rede pública quanto em hospitais privados, destinado a obesos.

O equipamento ficará no Hospital Estadual Carlos Chagas, na zona norte da capital fluminense, que é referência em cirurgias bariátricas (de redução do estômago), e que já operou mais de 200 pacientes em um ano.

A Secretaria de Saúde estima que, com o novo equipamento, cerca de 2 mil exames serão realizados por mês. Antes, os pacientes com mais de 180 kg faziam os exames em tomógrafos de uso veterinário, localizados no Jóquei Clube do Rio de Janeiro.

De acordo com o responsável pelo programa de cirurgias bariátricas, o médico Cid Pitombo, com o novo aparelho será possível fazer um exame detalhado do paciente antes e depois da operação, reduzindo riscos do procedimento cirúrgico.

“No raio X comum ou no ultrassom comum é difícil ter um estudo adequado desse paciente. Então, com o tomógrafo, você consegue fazer uma boa avaliação tanto no pré quanto no pós-operatório do paciente portador de obesidade”.

O tomógrafo, que faz um exame completo em apenas 14 segundos, custou R$ 1,59 milhão.

Obesidade juvenil é associada a relação ruim entre mãe e filho

Crianças que têm relações precárias com suas mães têm uma probabilidade maior de ganhar excesso de peso quando crescem, de acordo com um estudo norte-americano.

Pesquisadores que acompanharam quase mil crianças até a adolescência descobriram que mais de 25 por cento dos que tiveram a pior pontuação nos testes de relacionamento entre mãe e filho enquanto bebês tornaram-se obesos aos 15 anos, segundo os achados publicados na Pediatrics.

Em contraste, apenas 13 por cento das crianças que tinham uma boa relação com suas mães se tornaram obesas.

Embora isso não prove causa e efeito, os pesquisadores afirmam que outro trabalho indicou associações entre o desenvolvimento emocional e intelectual das crianças e como elas interagem com a mãe quando bebês.

É possível que uma infância estressante deixe uma impressão duradoura no cérebro das crianças, afirmou Sarah Anderson, que trabalhou no estudo.

"Há uma sobreposição no cérebro entre as áreas que controlam o estresse e o equilíbrio de energia", disse Anderson, da Faculdade de Saúde Pública em Columbus da Universidade do Estado de Ohio.

"Essa resposta ao estresse pode estar relacionada à obesidade por meio da regulação do apetite."

O estudo foi baseado em 977 crianças que foram filmadas enquanto brincavam com a mãe aos cerca de 1, 2 e 3 anos de idade.

Os pesquisadores depois avaliaram a relação da criança com a mãe com base na capacidade de a mãe reconhecer o estado emocional de seu filho e responder com ternura, assim como a tendência da criança de explorar o ambiente livremente, uma medida da "segurança da vinculação".

Um quarto dos bebês tinha uma relação de "baixa qualidade" com suas mães, enquanto 22 por cento pontuavam perfeitamente em cada sessão.

Aos 15 anos, 26 por cento das crianças com relações problemáticas eram obesas - o dobro da porcentagem das que não apresentavam tais problemas.

Entretanto, a diferença diminuía à medida que mais fatores eram levados em conta, como educação materna e renda familiar.

Brasileiro é o que mais recorre a remédio de emagrecer na América Latina

Os brasileiros são os latino-americanos que mais recorrem a remédios para emagrecer na América Latina, mostra um estudo da empresa especializada em pesquisa de consumo Nielsen Holding.

O estudo, que abrange a América Latina, mostra que 12% dos brasileiros usam emagrecedores.

A média de consumo, na região, é de 8%. Na Venezuela e no Peru, apenas 4% recorrem a esse tipo de medicamento.

Os brasileiros também são os mais insatisfeitos com a silhueta. Cerca de 43% se consideram "um pouco acima do peso" e 16% "acima do peso". Apenas 30% se mostram satisfeitos.

A insatisfação dos brasileiros está acima da média mundial. De acordo com o estudo, 35% se consideram "um pouco acima do peso".

Os chilenos também se destacam como os que se consideram "muito acima do peso" - 8%. Entre os brasileiros, 3% se enquadram nesses perfil.

Os colombianos, por outro lado, são os mais contentes com a aparência - 44% consideram o seu peso satisfatório e 38% dizem estar um "pouco acima do peso". A média de satisfação na América Latina é de 37%.

Regime e exercícios

O estudo mostra ainda que 50% dos brasileiros tentam, atualmente, perder peso de alguma forma. Desses, 76% apelam para a mudança na dieta e 64% dizem estar fazendo exercícios.

Os mexicanos são os que mais buscam estar em forma - 60% tentam perder peso. Desses, 66% fazem exercícios físicos, os recordistas no quesito na região. Os que menos se exercitam são os peruanos - apenas 49%, entre os que que buscam perder peso.

O estudo mostra também que 52% dos latino-americanos não entendem "nada" ou "apenas parte" das informações nutricionais contidas nas embalagens dos alimentos.

Os latino-americanos (64%) são os que mais defendem a inclusão de informações calóricas nas embalagens, contra 53% dos europeus e apenas 28% dos africanos e árabes.

A pesquisa da Nielsen Holding ouviu 25 mil pessoas, por meio da internet. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Pesquisa vincula risco de morte por câncer de próstata com sobrepeso

O risco de morrer por câncer de próstata é quase duas vezes maior em homens com sobrepeso de mais de 20 quilos durante sua vida adulta, assinala uma pesquisa de cientistas australianos divulgada nesta quinta-feira, 19.

"Este estudo mostra que a obesidade está relacionada com formas agressivas de câncer fatal", advertiu Dallas English, um dos autores da pesquisa, publicada pela "Revista Internacional do Câncer".

"É preciso manter um peso saudável durante a vida adulta", acrescentou English, diretor de um centro de pesquisa em genética e epidemiologia da Universidade de Melbourne.

Para o estudo, foram analisados os casos de 17 mil homens entre 40 e 69 anos de idade, uma geração na qual a obesidade não era um problema generalizado na Austrália.

"As coisas na Austrália mudaram muito", alertou o epidemiologista, ao lembrar que atualmente a taxa de obesidade infantil aumentou dramaticamente no país.

Uma pesquisa realizada em 2008 revelou que 42,1% dos homens australianos têm sobrepeso, enquanto 25,6% são obesos, em um país com 22 milhões de habitantes.

O mesmo estudo indica que 600 mil meninos entre 5 e 17 anos de idade padecem de sobrepeso ou obesidade, ou seja, 21% da população infantil.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Homem morre após erro médico em cirurgia de redução de estômago no Rio


Marcelo Caetano, de 38 anos, fez uma cirurgia de redução de estômago em um hospital particular do Rio Comprido, na zona norte da cidade. Durante o procedimento, ele teve o baço perfurado. A família denunciou o caso. O estado de saúde de Marcelo se agravou e ele acabou falecendo.


Entrei em contato com a Sra. Kelly esposa do Sr. Marcelo que teve o óbito após a cirurgia de estômago e a mesma me informou que a pedido do advogado não poderia mencionar o nome do médico, com mais esse óbito provamos que cirurgia bariátrica não é brincadeira, pesquisem antes de escolher o profissional que vc estará colocando sua vida nas mãos dele.


Diga não a Obesidade!!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Espanhola com 120 kilos aos 15 anos passa por cirurgia de redução de estômago.



O Hospital de La Paz, em Madri, Espanha, realizou sua primeira cirurgia de redução de estômago em uma adolescente. A jovem, de 15 anos, pesava 120 kg. A operação foi realizada no dia 8 de junho.

Segundo informações do periódico espanhol El País, a jovem pesava 79 kg a mais do que deveria pesar. Em função de sua estatura e idade, seu peso deveria girar em torno de 41 kg.

Durante a cirurgia foram retirados 75% do estômago da jovem. Esse processo também elimina muitas células produtoras de grelina, conhecido como o hormônio que causa a sensação de fome.

De acordo com o cirurgião pediátrico Pedro Olivares, a paciente sofre de uma obesidade mórbida severa. Além disso, no caso dela, “falharam todos os mecanismos de prevenção e tratamento da obesidade infantil”.

A Unidade de Obesidade Infantil do hospital já realizou 14 operações em jovens. Sete delas foram com balão intragástrico e seis com faixas gástricas, que restringem a ingestão de alimento. A cirurgia de redução de estômago só foi feita no caso da jovem porque os dois procedimentos anteriores não deram resultado.

Cada dia mais a cirurgia de estômago está sendo realizada como ferramenta no combate da obesidade e as autoridades não fazem nada para prevenir a obesidade mórbida.

Lamentável!!

terça-feira, 26 de abril de 2011

ENDOSCOPIA NA OBESIDADE MÓRBIDA

1) Cirúrgica com colocação da banda gástrica

É considerado uma cirurgia restritiva por reduzir mecanicamente a ingesta de alimentos e à endoscopia, observamos uma área de compressão no local da colocação da banda gástrica.

Existem complicações inerentes à colocação desta banda, sendo estas:

a) deslizamento da banda:
Ocorre um deslizamento da banda colocada para cima ou para baixo e tal situação cursa com sintomas obstrutivos como vômitos, dificuldade para se alimentar e pode ocorrer em 8 a 25% dos casos.

b) erosão e migração da banda:
Ocorre uma exteriorização da banda para o interior do estômago, em 0,2 a 7% dos casos. O seu diagnóstico é preferencialmente endoscópico. Nessa situação o tratamento é a remoção da banda cirurgicamente, ou em conjunto com a endoscopia.

c) impactação de corpo estranho:
A impactação de bolo alimentar, comprimidos ou outros corpos estranhos não é raro. Geralmente ocorre no pós-operatório recente e na sua maioria está associado ao erro alimentar. O diagnóstico e o tratamento para a retirada deste é por via endoscópica, utilizando-se acessórios através do canal do aparelho para a sua remoção.

2) Derivação gastrojejunal com colocação de anel (cirurgia de Fobi-Capella)
É a técnica mais realizada e possui características restritivas e disabsortivas.
Endoscopicamente observamos uma redução da câmara gástrica com cerca de 5,0cm e uma compressão circular correspondente a colocação do anel redutor que situa-se logo acima da anastomose gastrojejunal.

Como complicações desta técnica podemos citar:


a) deslizamento do anel redutor:
O anel pode deslizar, causando obstruções e dificuldade na progressão do alimento. Incidência relatada em cerca de 7% dos casos e o tratamento recomendando é o cirúrgico para remoção ou reposicionamento do mesmo.

b) erosão ou migração do anel redutor:


Ocorre uma exteriorização do anel para o interior da câmara gástrica em cerca de 5% dos casos. Essa migração pode ser parcial ou total. O diagnóstico é preferencialmente endoscópico, onde visualizamos o anel através do estômago e em algumas situações, onde a exteriorização é ampla, a sua retirada pode ser por via endoscópica.


c) Úlceras e erosões na alça jejunal:
Pode ocorrer úlceras ou erosões na alça que foi anastomosada com o estômago que foi reduzido. Este achado é freqüente, podendo estar presente em 20-50% dos exames pós-operatórios.
Foi observado que pacientes com doença ulcerosa pregressa são considerados de maior risco. Nessa situação é importante a avaliação endoscópica com pesquisa do Helicobacter pylori.
Tais lesões tem boa resposta ao tratamento medicamentoso e em situações que ocorram algum sangramento, o tratamento é por via endoscópica.

d) estenose da anastomose gastrojejunal:
É uma complicação comum, podendo ser encontrada em 4 a 27% dos casos.


A anastomose gastrojejunal tem diâmetro aproximado de 1,0cm. A estenose é uma redução deste calibre, dificultando a passagem do alimento através dele. São citadas algumas causas para o desenvolvimento deste, como isquemia, hematomas, tensão da anastomose e outros.
A impactação de alimento é o sintoma mais freqüente.
O diagnóstico e o tratamento é endoscópico, utlizando-se balão hidrostático dilatador, com excelentes resultados. Em 30% dos casos é necessária mais de 1 sessão de dilatação.

e) impactação de corpo estranho:

Como descrito acima, no item 1c, o diagnóstico e tratamento é por via endoscópica.
Geralmente essa impactação está associado a estenose ao nível do anel redutor ou da anastomose gastrojejunal.


f) fístulas:
A fístula é um orifício, isto é, uma abertura que comunica uma região com outra.


Geralmente ocorre ao nível da linha de grampeamento do estômago e pode ocorrer uma comunição gastro-gástrica, gastro-cutânea, gastro-jejunal,...
O tratamento inicial é a oclusão do orifício fistuloso através da endoscopia. Existem inúmeras opções dependendo da localização e tipo da fístula. São eles: cola de fibrina, cianoacrilato, matriz acelular (surgisis), colocação de clips metálicos,...
O sucesso do tratamento está diretamente relacionado ao tipo de fístula e seu tamanho.

3) Avaliação do estômago excluso
Nos próximos anos, a aplicabilidade da enteroscopia de duplo balão irá tornar factível a avaliação do estômago excluso.
Atualmente é descrito um índice de sucesso em torno de 80%.

COLONOSCOPIA NA OBESIDADE MÓRBIDA
Devemos considerar que a obesidade é uma condição associada a alguns tipos de tumores.
Diversos trabalhos mostram índices elevados de câncer colorretal nesse grupo de indivíduos, devendo a colonoscopia ser considerada como um exame de rastreamento em algum momento na avaliação dos pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico. Essa indicação se torna ainda maior naqueles que tem antecedentes familiares de câncer colorretal e idade acima de 50 anos

Alcoolismo e depressão podem surgir após a cirurgia bariátrica

A obesidade é considerada a epidemia do século XXI. São muitos os estudos e pesquisas sobre essa doença que atinge 33% da população mundial. Um dos tratamentos considerados revolucionários é a cirurgia bariátrica (ou redução de estômago, em suas mais diversas técnicas), porém ela apresenta ressalvas e só têm resultados plenos quando realizada na hora certa, com pacientes preparados física e emocionalmente. A obesidade é uma doença multifatorial, onde estão em jogo causas orgânicas, psíquicas e sociais. Isso faz com que ela se torne uma patologia complexa, exigindo tratamento multidisciplinar. Segundo o endocrinologista e metabologista Jader Benedito Ferreira, os pacientes só devem ser encaminhados para a cirurgia bariátrica após o insucesso dos tratamentos clínicos.

“Só discutimos a opção do procedimento cirúrgico quando a obesidade começa a gerar outras patologias, como diabetes, hipertensão, problemas articulares e dislipidemias, o que pode ocasionar complicações
cardíacas, renais e limitações ortopédicas”. Mesmo assim é relevante lembrar as contraindicações, pois toda e qualquer cirurgia implica em riscos e consequências. Vale citar que, segundo a Organização Mundial de Saúde, o número de mortes após o procedimento é de um a cada 500 pacientes operados (0,2%). O risco de óbito chega a 1,5%. “É importante medir a relação risco-benefício. Essa cirurgia é contraindicada, por exemplo, para pacientes com distúrbios psiquiátricos ou cardiopatias graves”, explica o médico. A pessoa só deve ser autorizada a realizar a operação após avaliação com cardiologista, pneumologista, gastroenterologista, endocrinologista, psicólogo, entre outros.

Pós operatório
Clinicamente, o pós-operatório da cirurgia de redução de estômago não é simples nem confortável. Por ser restritiva, os pacientes não conseguem comer grandes quantidades, podendo apresentar náuseas e vômitos. Nos primeiros dias, a dieta é liquida e fracionada. Nessa fase, os recém-operados devem ser acompanhados periodicamente, com exames clínicos e laboratoriais, devido ao risco de desenvolverem um quadro de má absorção de nutrientes, o que pode levar à desnutrição e anemias. “Portanto torna-se necessária a reposição adequada de vitaminas e nutrientes quando algum problema é detectado pelos exames.

Se não seguir as recomendações, o paciente corre o risco de ter complicações, como infecções e neuropatias”. Jader Ferreira chama atenção para uma questão: com o passar do tempo, alguns pacientes aprendem que comendo pequenas quantidades, mais vezes, eles conseguem burlar a cirurgia. Assim, voltam a ganhar peso. “Os pacientes com compulsão alimentar, se não acompanhados com psicólogos no pós-operatório, voltam a engordar”. O médico finaliza lembrando que a cirurgia bariátrica não é um tratamento estético, mas um recurso terapêutico. “A indicação deve ser muito precisa, respeitando critérios como o IMC acima de 40, avaliação e acompanhamento multidisciplinar, para que estejamos seguros do beneficio da cirurgia do ponto de vista médico”, conclui.

Mudança principal deve estar na mente
A questão emocional tem papel decisivo no desencadeamento da obesidade. Da mesma forma, este fator é muito importante na cirurgia bariátrica, tanto no pré quanto no pós-operatório. Segundo a psicanalista Márcia Listgarten, na maioria dos casos de obesidade o que está em jogo não é a fome em seu sentido fisiológico. “O alimento assume o caráter de objeto compensatório e toma a dimensão de uma compulsão alimentar. O paciente come sem o objetivo de saciar a fome, mas sim para atender seus anseios emocionais”. Esse é mais um dos motivos pelos quais a indicação da cirurgia bariátrica deve ser muito precisa, pois, no contrário, pode gerar complicações sérias e preocupantes. Para a psicanalista, as consequências de enviar um paciente despreparado emocionalmente para esta cirurgia podem ser desastrosas, com aparecimento de alcoolismo, tabagismo, compulsão sexual, compulsão por compras, depressão, entre outros, além, é claro, da perpetuação do sentimento de fracasso nos casos em que o paciente volta a ganhar peso. “A possibilidade de o operado deslocar sua compulsão alimentar para uma outra forma de lidar com seus conflitos existe.

Embora não tenhamos uma estatística detalhada, observamos que este é um risco real que não se restringe a um número isolado de casos”, explica.Ela finaliza descrevendo de forma genérica como se caracteriza um paciente emocionalmente pronto para enfrentar essa cirurgia. “É fundamental que ele se desfaça da ideia equivocada de que o cirurgião vai libertá-lo do mal que o oprime. Esta é uma responsabilidade da qual o sujeito obeso não pode escapar. Cabe a ele estar completamente envolvido com as consequências impostas pela decisão de emagrecer através da cirurgia. Para aqueles que entregam o problema para o médico, atribuindo-lhe a responsabilidade pelo emagrecimento, as possibilidades de sucesso no pós-cirúrgico diminuem consideravelmente”.

Pessoa X Pessoa


Hoje em dia o que mais ouvimos é sobre a cirurgia da obesidade, só que muito pouco são as pessoas que realmente sabem o que é a cirurgia, muitos acham que é um milagre, operou emagreceu, fora que não podemos esquecer que cada pessoa é uma pessoa, cada organismo é um organismo, casos de sucesso e casos de fracasso.
Quando decidi realizar a cirurgia não imaginava o que ia encontrar pela frente, apesar de não me arrepender de nada, porém logo após a cirurgia tive um problema pessoal e isso desencadeou uma super depressão, imagina operei para ficar feliz, bem, e mais saudável como poderia agora, estar apática, com fadiga, sem vontade de nada? Nunca fui muito de beber mais todo gastroplastizado com apenas 2 cervejinhas já fica alegre e fui indo no barco, quando percebi estava engordando e fiquei pior, tendo a nescessidade de procurar um psiquiatra onde me passou alguns medicamentos, medicamentos esses que me fizeram engordar 10 kilos, operei com 175 kilos e cheguei a 90 kilos, hoje estou com 110 kilos e em pânico, parei de tomar os medicamentos da depressão com medo de engordar, parei de beber.
No mundo da gastroplastia existe muita disputa de quem chega a meta, quem sabe mais, quem é esportista, herói, esquecem que ele ( a ) jamais deixará de ser uma obesa, será sempre um obeso em recuperação.
Não me sinto fracassada, mas eu queria ter mais força para ser mais determinada e conseguir também minha meta, mas esses malditos remédios estão acabando comigo, é facil falar das suas vitórias quando muitos precisam muito mais que palavras de otimismo.

Hoje é o que eu precisava falar.

contato: aurea.bekman@gmail.com












































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































110 kilos, entrei em desespero e parei de

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Fila longa


Paciente do Rio espera dez anos por operação de redução de estômago
A auxiliar administrativa Bianca Soares da Silva, de 28 anos, inscreveu-se na fila do Hospital de Ipanema, para operação de redução de estômago, no ano de 2000, quando pesava 99 quilos. Dez anos depois, ainda na fila de espera, da qual fazem parte outras 5 mil pessoas, Bianca ainda não conseguiu fazer a gastroplastia. Em vez de perder peso, Bianca pesa, hoje, 153 quilos.

— Para pegar um ônibus, preciso entrar pela porta de trás. No ano passado, eles me chamaram, em 7 de abril, para fazer uma consulta. Em maio, o médico pediu todos os exames. Em setembro, finalizei esses exames. Disseram que iam ligar para mim, mas nada — diz Bianca.

Segundo Rosimere Lima da Silva, presidente do Grupo de Resgate à Auto-Estima a à Cidadania do Obeso(Graco), cujo cadastro contém mais de 4 mil pacientes de obesidade mórbida, a demora é generalizada.

— Faltam acomodações adequadas para receber os pacientes e profissionais nas equipes multidisciplinares para apoio aos pacientes — diz ela, lembrando que, no estado do Rio, além do Hospital Federal de Ipanema, somente o Hospital Clementino Fraga Filho (Fundão) faz esse tipo de operação gratuitamente.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Hospital de Ipanema acaba ficando sobrecarregado por falta de opções para esse tipo de cirurgia no estado. Segundo o ministério, existem cinco mil na fila de espera da unidade, sendo que a média de espera gira entre 3 e 5 anos.

Sobre o caso de Bianca, a direção do Hospital de Ipanema, que faz esse tipo de operações há 13 anos, informou que a paciente deverá ser submetida à cirurgia ainda este ano.

“A paciente não foi operada por não ter ainda todas as condições necessárias para se submeter à cirurgia”, completou, em nota, o ministério.

sábado, 19 de junho de 2010

Esse filme é o reflexão da realidade da obesidade mórbida!!
Vale apena assistir...
http://www.band.com.br/tribunalnatv/

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A irresponsabilidade da gastroplastia particular.

Todos nós sabemos do sonho de realizar uma cirurgia da obesidade, mas com já foi postado diversas vezes neste blog essa cirurgia é como um bilhete da loteria, da certo pra alguns, pra outros não, alguns chegam a meta outros não e no ato cirurgico pode dar certo ou pode se ter alguma intercorrência.
Vamos lembrar novamente os riscos dessa cirugia:

Fístula- Qd o grampo cirurgico utilizado para separar o estômago abre e vaza líquido para dentro do novo estômago. Por isso usa-se o dreno de 7 a 15 dias, dependendo do cirurgião. Fístula é a complicação mais grave e se não for diagnosticada rapidamente, leva-se a morte. A fístula pode ocorrer até o décimo dia após a cirurgia, depois disso não existe mais perigo. O tratamento é a correção com uma nova cirurgia.

Embolia pulmonar- São coágulos nas veias na parte dos membros inferiores, o motivo é pq ficam parados por muito tempo na cirurgia. Se esses coágulos forem levados até o pulmão também leva-se a morte.

Atelectasia- Falta de dilatação do pulmão.

Infecções- Da parede abdominal, dentro do abdomem, pâncreas, pulmões, esofagites, dobra do intestino.

Seromas- Gosrdura liquida abdominal.

Parada respiratória
Parada Cardíaca
Retirda do baço em caso de sagramento
Complicações com a anestesia
Brida ( dobra do intestino )

Sempre entramos em um centro cirurgico com a certeza de tudo dar certo, e se vc precisar ficar mais alguns dias no hospital? Vc acha mesmo que terão piedade de vcs e deixaram pagar depois? Hospital é como um comércio, vão arrumar um jeito de te darem alta e vc morrerá em casa e pior ainda obeso.
Eu sei o qt é dificil ser obeso, sofro isso até hoje, mas cuidado com sua decisão por impulso.

Complicações pós cirurgia:

Queda de cabelo
Mal estar
Tonteiras
Anemias
Dores Articulares
Vômitos e diarréias
Intolerância a certos alimentos
Síndrome de dumping
Hérnias
Gases
Dores no corte da cirurgia ( Qd a cirurgia é aberta )
Estenose

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Indice de separação após cirurgia da obesidade é muito alta.

Uma das mudanças da cirurgia é a auto estima e a liberdade com sua nova vida!

Nós mulheres qd saímos dos três dígitos, acabamos tendo coragem de encarar o espelho e achando que merecemos uma vida amorosa melhor e com isso somos radicais encarando a separação.

Para especialistas que acompanham os obesos após o procedimento, a mudança de parceiro tem se tornado tão comum que começa a ser tema de estudo. “Essa é uma cirurgia que mexe com as relações humanas. A pessoa muda muito e se tiver um casamento mais ou menos ele vai com certeza acabar”.

Em 2009 foi feito um estudo de caso com 20 mulheres que deixaram de ser obesas depois da cirurgia bariátrica. Metade delas tinha se separado. O resultado da pesquisa, que dará origem a um levantamento mais detalhado, foi apresentado no Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica realizado este mês em São Paulo.

O estudo dá prioridade ao comportamento das mulheres, porque somos nós, que passamos pelas maiores transformações depois da redução do estômago. “A mulher não consegue conviver com essa infelicidade agora que está se sentindo bonita e independente. O homem costuma resolver isso mantendo um relacionamento paralelo.”

Se conseguimos emagrecer pq não conseguir ser feliz no relacionamento?

Uma das amigas que deu aqui seu depoimento em 2007 se separou e iniciou um novo relacionamento.

Além da autoconfiança que chega com o emagrecimento, a mudança de rotina do casal pode contribuir para o fim do casamento. “Muda o menu, o tempo das refeições, os interesses. Se o companheiro não se adaptar, isso pode ser a gota d’água”.

Com 60 quilos a menos, ela passou a trabalhar, tinha menos tempo para a casa, para o marido e queria aproveitar a vida. “Seu ritmo mudou.” Ela engordou 45 quilos depois da primeira gravidez. Tentou a dieta da lua, do sol, do carboidrato, da sopa, e, como nada surtia efeito, se deu de presente a cirurgia em Julho de 2005. O divórcio veio dois anos depois. “Começou a aparecer e a se gostar. Passou a respeitar mais as suas opiniões”, afirma. “Agora ela decide, o que faz, ela tem opinião própria. Ela resolve sua vida.”Está novamente casada, amando e vivendo sua vida o que não fazia antes.

Agora seu ex marido é quem não aceita o término da relação, mais com ela mesma diz, não foi por falta de aviso.

Nunca é tarde para se ser FELIZ!!

Agora sua vida é mais leve após cirurgia de estômago, afirma.

LEI Nº 5418, DE 26 DE MARÇO DE 2009.

ALTERA A LEI Nº 5038, DE 6 DE JUNHO DE 2007, QUE OBRIGA HOSPITAIS, UNIDADES MÉDICAS DE ATENDIMENTO EMERGENCIAL E LABORATÓRIOS PRIVADOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO A DISPONIBILIZAREM EQUIPAMENTOS ADAPTADOS AO ATENDIMENTO DE OBESOS MÓRBIDOS/ GRAVES.


O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, em exercício
Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Modifique-se a Lei nº 5038/07, acrescentando-se o Art.4º, renumerando-se os demais

“Art. 4º O descumprimento do disposto nos artigos anteriores acarretará na aplicação de uma multa de 1.000 UFIRs-RJ (mil UFIRs-RJ) ao estabelecimento infrator, acrescida de 20% em caso de reincidência.”(NR)

Art. 2º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, em 26 de março de 2009.

Agora vão começar as promessas de cirurgias bariátricas pelo SUS, sabe pq? Para ganhar seu voto, pq nós obesos mórbidos somos carentes, temos pressa, corremos contra o tempo e contra a morte, vale saber se vc se deixará ser ENGANADO NOVAMENTE, criar projetos de leis é facíl, dificil e fazer com que os mesmos sejam cumpridos pelo Executivo.
Não se deixe enganar!!

Diga não a obesidade!!!!

domingo, 6 de junho de 2010

Depoimento Mônica Innocêncio.


"Minha história com a obesidade vem desde a minha infância. Minha lembrança mais remota é de uma menina gorda sofrendo deboches na escola. Era a rainha dos apelidos maldosos. Penso que se toda essa informação sobre bulliyng que temos hoje, existisse naquela época, eu seria uma das vítimas mais costumeiras. Minha mãe vivia comigo de médico em médico fazendo tratamentos e sempre preocupada com minha saúde. Afinal aos 10 anos eu já pesava 70 quilos. Alguns tratamentos sempre davam resultados, mas a medida que o tempo ia passando, a danada voltava e lá estava eu de novo gorda. Na adolescência a obesidade se tornou minha pior inimiga pois me impedia de namorar. Me apaixonava pelos meninos mas eles não estavam nem aí pra mim. Eu era só a amiga, mais nada. Com 18 anos conheci as anfetaminas e com elas uma nova possibilidade de ser feliz. Comecei a tomar todo dia e emagraci 40 quilos em pouco mais de 3 meses. Me sentia linda, desejada...não ficava sem receber elegios e beijar na boca...rs. Tomei anfetaminas por uns 4 anos e aí os efeitos colaterais começaram a aparecer (ou eu comecei a me dar conta, sei lá). Estava depdendente deles, se parava de tomar um mês, engordava e voltava a tomar. Estava nervosa, agitada, arrumando confusão com todo mundo. Até que minha mãe me disse pra parar senão eu iria enlouquecer. Parei aos 22 anos e em pouco mais de 10 anos engordei 80 quilos. Casei com 27 anos e 110 quilos. A vida foi seguindo e minha saúde piorando. Sofria de hipertensão, diabetes, apneia do sono, dores nos joelhos...enfim...muitas doenças associadas à obesidade mórbida grau III, que era onde eu havia chegado. Aos 28 anos fui internada em uma emergência com uma pressão arterial de 300x200 e a médica que me atendeu usou 3 aparelhos de pressão diferentes pensando que estavam com defeito, tamanha era a discrepância nos valores. Depois de confirmada a pressão, ela virou pra mim e disse: "Olha, tenho 15 anos de profissão e já vi gente morrer de AVC com 220X190, agora você aqui assim, pra mim é milagre. Ou Deus tem um propósito na sua vida muito grande ou não te quer lá por cima de jeito nenhum...rs". Me aconselhou a procurar ajuda médica e a tentar emagrecer o mais rápido possível, pois se continuasse assim não viveria nem um ano mais. Fui transferida para uma UTI e saí de lá com 160X140 (ainda alta). Fui pra casa e comecei a pesquisar planos de saúde que me operassem. Passei a pagar um plano e me preparar pra fazer a bariátrica. Seis anos depois operei, com 34 anos e 141 kg. Meu IMC era de 58 e meu grau de obesidade havia passado de III para superobesidade. Desde então, já eliminei 60 quilos (havia eliminado 68, mas recuperei 8 devido a má qualidade da alimentação). Minha luta contra a doença é constante e percebo que esse passo foi definitivo. Sempre fui e sempre serei uma pessoas gorda. O que acontece agora é que ESTOU MAGRA. Mas minha cabeça continua gorda e se me descuidar posso ganhar peso novamente e colocar tudo a perder. Por isso, estou sempre em contato com a equipe que me operou e faço o acompanhamento anual. Brinco que me casei com a equipe e que agora só a morte nos separa...rs." Mônica Innocêncio Ribeiro

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Obesidade mórbida e infertilidade masculina.


A obesidade mórbida altera níveis de hormônios sexuais

No homem de peso normal, com índice de massa corporal ao redor de 25kg/m², existe estímulo normal das gônadas por hormônios vindos da hipófise (chamados de LH e FSH), que induzem produção de hormônio masculino (testosterona) bem como estimulam o amadurecimento das células que irão se desenvolver como espermatozóides. Ambas as funções testiculares (testosterona e espermatozóides) são independentes, isto é, vinculam-se a diferentes fontes de estimulação para atingirem patamares de normalidade.

A obesidade de grande porte, com índice de massa corporal acima de 40kg/m², é prejudicial para a fertilidade masculina. O obeso mórbido pode conservar a capacidade erétil, pode ter libido normal, mas tanto o teor de hormônio masculino quanto a quantidade de espermatozóides podem estar em níveis baixos. Isso leva o obeso a ser considerado como relativamente infértil.

Mecanismo da infertilidade do obeso mórbido

A secreção de testosterona é realizada por um grupo de células especializadas do testículo, chamadas de células de Leydig. Estas sob influência dos hormônios da hipófise (LH e FSH) são estimuladas a secretar testosterona. Por outro lado, os hormônios da hipófise são essenciais para o estímulo de células germinativas culminando em reserva normal de espermatozóides.

Para a fecundidade masculina há necessidade de que o número de espermatozóides a cada ejaculação atinja valores ideais. A testosterona também estimula a espermatogênese além de manter intacta a libido (desejo sexual) e o mecanismo de ereção. No entanto pequena porção da testosterona é transformada em hormônio feminino (estradiol) em condições normais. Tal fenômeno é realizado por uma enzima chamada aromatase. Quando o homem chega a peso muito acima do normal, acima de 140-160 quilos, e índice de massa corporal maior do que 40kg/m², elevam-se os níveis desta enzima aromatase.

Consequentemente maior quantidade de testosterona é transformada em estradiol (hormônio feminino). E assim, o excesso de estradiol irá bloquear a hipófise (diminuem os estímulos para o testículo produzir testosterona e espermatozóides). Além disso, o excesso de hormônio feminino (estradiol) pode induzir aumento de mamas, reduzir a libido, causar disfunção erétil e infertilidade.

O tratamento da infertilidade do obeso

É óbvio que o primeiro passo a ser dado seria a redução de peso por métodos clínicos (dieta hipocalórica, medicações apropriadas, exercícios aeróbicos) ou por opção a métodos cirúrgicos (cirurgia para redução de peso). Além disso, o médico pode usar medicamento que inibe a tal enzima chamada aromatase.

Este medicamento (anastrazol) bloqueando a aromatase irá impedir a conversão de testosterona em estradiol (hormônio feminino). Com a queda do estradiol a hipófise volta a funcionar produzindo LH e FSH, hormônios que estimulam os testículos a produzirem espermatozóides e testosterona. Em poucos meses, mesmo com perda de peso modesta de 10 a 20kg a nova configuração hormonal de queda de estradiol e maior secreção de hormônio masculino irá restaurar o vigor masculino e maior produção de espermatozóides.

Quanto ao problema do peso: o obeso mórbido tem a tendência a voltar a ser “muito gordo” com seguidos tratamentos clínicos e medicamentosos. Possivelmente a melhor opção, nas atuais circunstâncias, é considerar a cirurgia bariátrica para uma solução imediata do problema de grande excesso ponderal.

Hospital das Clínicas promove caminhada com obesos mórbidos.

Novo modelo de atendimento inclui resgate da auto-estima e incentivo à consciência social antes da cirurgia.

O Hospital das Clínicas de São Paulo, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, adota um novo modelo de atendimento aos obesos mórbidos para elevar a auto-estima dos pacientes, incentivando-os a cuidar do corpo e estimulando o convívio com pessoas que têm o mesmo problema.

Uma caminhada reunindo pacientes com obesidade mórbida do HC acontece mensalmente, nas imediações do hospital. A primeira aconteceu, 30 de outubro do ano passado.

Depois de caminhar, os pacientes são entrevistados pelos médicos e encaminhados para acompanhamento ambulatorial com a equipe multidisciplinar, composta por cirurgiões, enfermeiros, psicólogos, psiquiatras, fisioterapeutas, nutricionistas e professores de Educação Física.

“Muitos pacientes que estão aguardando a cirurgia bariátrica só acabam retornando ao hospital um pouco antes de serem operados. Essa atividade que estamos iniciando é uma forma de estimular o doente e estarmos mais próximos de suas necessidades”, afirma o chefe de Estudo da Cirurgia da Obesidade Mórbida do HC, Arthur Garrido.

A obesidade mórbida atinge cerca de dois milhões de brasileiros. O Hospital das Clínicas é pioneiro em cirurgia de obesidade grave e em pesquisas sobre esse ramo cirúrgico. Desde o ano de 2000 esse tipo de tratamento foi oficializado pelo Ministério da Saúde e incluído no Sistema Único de Saúde (SUS).

Obesidade mórbida do marido impede casal de adotar na Inglaterra.


Na Inglaterra, um casal foi impedido de adotar uma criança devido à obesidade do marido. Damien Hall, 37 anos, 1,85m e 156 Kg, com IMC de mais de 42, é considerado um obeso mórbido. Ele e sua mulher, Charlotte Hall, 31 anos, são casados há 11 anos e entraram com um pedido de adoção à prefeitura de Leeds depois de constatar que não poderiam ter filhos.


A solicitação, no entanto, foi negada. De acordo com a carta enviada pela prefeitura de Leeds ao casal, o pedido só poderá ser aceito se Damien baixar seu IMC para menos de 40. A justificativa é que, devido à sua obesidade, existe um risco de que ele possa ficar doente ou até morrer.


Em declaração à BBC Radio 5 Live, Damien diz que é difícil perder peso sob pressão. Ele afirma, também, que nem ele nem sua mulher bebem ou fumam, e que poderiam dar um lar feliz e seguro a uma criança. Charlotte diz que tanto ela quanto o marido ficaram chocados com a carta da prefeitura e que, apesar de ser obeso, Damien é bastante ativo. “Ele sai para caminhar com o cachorro ao menos duas vezes por dia.” Ela também defende seu pedido de adoção dizendo que o serviço de adoção não está pensando no bem da criança. “Nós estamos prontos para receber uma criança. E eles parecem estar dizendo que é melhor para ela ficar no orfanato caso, possivelmente, Damien morra.”